05 jun 2019

Avaliação do 1 Curso AEPOT 2019

 

Avaliação do 1 Curso AEPOT 2019

"Fraturas de fragilidade: uma abordagem multidimensional". 

A escolha deste tema prendeu-se com o facto de termos assistido nos últimos anos uma mudança de paradigma na tipologia de doentes internados nos serviços de ortopedia, sendo que nos dias de hoje uma grande percentagem de doentes a quem se presta cuidados são doentes com fratura de fragilidade, idosos e com várias comorbilidades, o que exige aos enfermeiros uma atualização de conhecimentos nestas áreas.

O número de fraturas da anca tem vindo a aumentar marcadamente em Portugal Continental (5600 em 1989; 6718 em 1994; 8500 em 2000; 9523 em 2006; 11124 em 201; 13123 em 2013). Estima-se, naturalmente, que o número de fraturas vertebrais, do antebraço e úmero tenham também sofrido um aumento nesse intervalo temporal. Calcula-se que 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 5 homens com cerca de 50 anos atualmente sofrerão pelo menos uma fratura de fragilidade ao longo da sua vida.

Tendo em consideração estes dados epidemiológicos, é expectável que cada vez mais tenhamos que prestar cuidados aos doentes com fratura de fragilidade, que são doentes bastantes complexos pela sua idade por terem associados vária patologias, o que aquando da ocorrência da fratura exige aos enfermeiros conhecimentos multifacetados, para gestão de do plano de tratamento mais adequado para o doente, tendo em conta a  família os sistemas de saúde que dispomos e os recursos da sociedade. 

Pela sua incidência crescente, as fraturas osteoporóticas representam um sério e importante problema de saúde pública, não só pelos custos diretos, mas também pelos custos indiretos no tratamento das fraturas e suas consequências e ainda pelos custos sociais resultantes da elevada morbilidade e mortalidade que lhe estão associadas.

Foi debatido ainda a necessidade de criação de serviços multidisciplinares específicos para prestação de cuidados individualizados a estes doentes e quais as vantagens e desvantagem dos mesmos. Contudo, existe uma abordagem que é semelhante a todos os tipos de fraturas e em que os enfermeiros tem um papel determinante. Esta abordagem deve incidir no planeamento de cuidados, que devem ser proactivos e coordenados com os cuidados de saúde primários, para promoção de identificação de fatores de risco para queda e nova fratura de fragilidade e integração de ações efetivas no controlo de fatores de risco para diminuição do número de fraturas de fragilidade e promoção da qualidade de vida.

Enfª Andréa Marques

 

Associação dos Enfermeiros Portugueses de Ortopedia e Traumatologia

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