Condutas Orientadoras do Enfermeiro na área da Consulta Externa de Ortopedia/Traumatologia

 

 

A consulta é um processo de intercâmbio entre vários profissionais de saúde e o utente, na procura da promoção da saúde, da prevenção de doenças e limitação ou supressão das complicações. A consulta é um espaço de interacção multidisciplinar, onde o enfermeiro tem um papel definido pelos documentos orientadores da profissão de enfermagem; Regulamento do Exercício Profissional dos Enfermeiros (REPE); Código Deontológico do Enfermeiro; Quadro Conceptual e Enunciados de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem gerais e do Enfermeiro Especialista, Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais e do Enfermeiro Especialista e ainda pareceres e tomadas de posição da OE. Neste contexto aplica-se o disposto no Regulamento do Exercício Profissional de Enfermagem, Decreto-lei n.º161/96, de 4 de Setembro, os enfermeiros prestam cuidados de enfermagem ao ser humano, são ou doente, ao longo do ciclo vital, e aos grupos sociais, em que ele está integrado, de forma que mantenham, melhorem e recuperem a saúde, ajudando-os a atingir a sua máxima capacidade funcional tão rapidamente quanto possível (artigo 4º, nº 1).

 

As intervenções do enfermeiro na consulta de ortopedia/traumatologia regem-se pelo disposto no artigo 4º, nº4 do REPE “Cuidados de enfermagem são as intervenções autónomas ou interdependentes a realizar pelo enfermeiro no âmbito das suas qualificações profissionais.”, bem como, pelo artigo 8º, nº3 do REPE, “Os enfermeiros têm uma actuação de complementaridade funcional relativamente aos demais profissionais de saúde, mas dotada de idêntico nível de dignidade e autonomia de exercício profissional.” Ou seja, conforme descreve o artigo 9º, nº 3 do mesmo regulamento, “Consideram-se interdependentes as acções realizadas pelos enfermeiros de acordo com as respectivas qualificações profissionais, em conjunto com outros técnicos, para atingir um objectivo comum, decorrentes de planos de acção previamente definidos pelas equipas multidisciplinares em que estão integrados e das prescrições ou orientações previamente formalizadas.”

Por fim, dar cumprimento ao disposto no artigo 91º alínea c) do Código Deontológico do Enfermeiro, “Integrar a equipa de saúde, em qualquer serviço em que trabalhe, colaborando, com a responsabilidade que lhe é própria, nas decisões sobre a promoção da saúde, a prevenção da doença, o tratamento e recuperação, promovendo a qualidade do serviço.”

É esta concepção da actuação do enfermeiro no serviço de consulta de ortopedia /traumatologia, cujo objectivo primordial, propicia condições para melhoria da qualidade de vida do utente, por meio de uma abordagem contextualizada e participativa. Além da competência técnica, o enfermeiro deve actuar, também como, como educador, que é um de seus papéis fundamentais enquanto profissional, servindo de elo nos cuidados para a saúde não só ao utente mas também à família e comunidade. 

Condutas Orientadoras do Enfermeiro na área da Consulta Externa de Ortopedia/Traumatologia

Associação dos Enfermeiros Portugueses de Ortopedia e Traumatologia

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